Emanuel Carneiro

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Perigo à vista

11/10/2019 às 12:37

Bruno Haddad/Cruzeiro

No dia 29 deste mês de outubro, o Conselho Arbitral de 12 clubes da 1ª divisão do futebol de Minas vai reunir para aprovar a fórmula do nosso Campeonato Estadual para 2020.

Já não teremos a repetição da péssima ideia que vigorou em 2017 e 2018.

De 22 de janeiro a 26 de abril vamos viver o futebol local, iniciando uma temporada onde o futebol vai conviver com dificuldades financeiras que a cada dia se tornam maiores.

Há uma ameaça no ar.

Os detentores de direitos da TV querem padronizar os formatos, adaptando, por exemplo, a fórmula mineira ao maluco Campeonato Estadual do Rio. Complicado, desinteressante e deficitário.

Durante mais de uma década usamos a classificação de 4 equipes entre as 12 e o rebaixamento das 2 últimas em jogos de turno único. Os grandes de BH pensam assim, mas eles têm 33 votos e o interior 45. Se não houver uma boa conversa vamos engolir uma mudança inútil e uma competição malsucedida.

A realidade atual do futebol mineiro não é boa. Raramente se ouve uma notícia dos times que estão na série A, exceção de América, Atlético e Cruzeiro. A impressão que nos chega é que são clubes desativados, esperando a proximidade do Estadual para sair contratando os mesmos jogadores de sempre e buscando caras desconhecidas no nordeste brasileiro ou no interior de São Paulo. Nada muda. Tudo permanece numa repetição irritante a cada ano.

Tente lembrar, caro torcedor, qual a revelação mineira nos três últimos anos.

Tente lembrar onde estão clubes que marcaram época em Minas: Vila Nova, Democrata de Valadares, Uberaba, Uberlândia, Tupi, Guarani, Democrata de Sete Lagoas. Fingem que estão vivos.

Cabe à Federação Mineira provocar uma chamada à realidade e evitar que no Arbitral do dia 29 seja aprovada uma fórmula Frankenstein. E que saia uma tabela de jogos mais inteligente, com menos palpite da TV e mais bom senso na programação das rodadas.

Ainda há salvação, mas tem perigo à vista.

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