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O Goleiro América

30/04/2020 às 08:55
O Goleiro América

Há sempre, no mínimo, uma trinca de fundamentos em toda e qualquer situação. No futebol não é diferente. Um time, normalmente, tem seus maiores ídolos divididos em três posições: o atacante artilheiro, o camisa 10 visionário e o goleiro paredão. Esse é o trio que divide as glórias e também o peso das derrotas de um clube. 

Nós, mineiros, temos também no futebol a nossa trinca dos maiores clubes, que são: América, Atlético e Cruzeiro. Coincidentemente, esta semana comemora-se o Dia do Goleiro, 26 de abril, e o aniversário do América, 30 de abril. E se tivéssemos que posicionar nossos times, seria o Coelho quem eu mandaria para o gol.

Para início de conversa, o goleiro não faria a função do atacante ou meia, enquanto os dois de linha podem, sim, revezar a função. Além disso, não é sempre que o camisa 1 do time é exaltado. Ele precisa de muito, muito empenho ou de muito, muito azar, para ser o assunto entre os boleiros. 

Venhamos e convenhamos, enquanto Atlético e Cruzeiro brigam por tudo, e por nada - nada mesmo! -, o América segue seu trabalho com uma rivalidade leve e sempre desportiva. Em campo, é como se ele, da linha de fundo, visse os dois lá na frente brigando para fazer o gol. Não que o objetivo do Coelho não seja a vitória, mas ele sabe, perfeitamente, que não é só o gol que vai garanti-la. 

Além disso, para ganhar manchetes, páginas de jornais, debates esportivos, o Coelho precisa ter sido impecável e ter que contar com uma fase abaixo da média dos dois outros. Ou, talvez, mais que isso. Como na temporada passada, que foi o melhor mineiro em seus respectivos objetivos e nesta, que está invicto. 

Outro motivo que colocaria o goleiro, digo, o América, em destaque seria no fracasso. O objetivo da temporada não conquistado na última rodada, com um pênalti perdido no Maracanã, ou em uma derrota em casa, contra um time já rebaixado. Planos que manteria ou subiria o time para a Série A, mas que foram verdadeiros frangos decisivos para a derrota. 

Enfim, o fato é que nenhum time sobreviveria sem um goleiro. Assim como nós, mineiros, não vivemos sem o América. É ele que todos amam, é quem cumpre com louvor as diretrizes desportivas e quem nos ensina, muitas vezes, a valorizar o mais puro e genuíno futebol: o do senhor com radinho no ouvido, do pai com a criança no ombro, o jovem com a camisa retrô. É ele quem valoriza sua história, a história de Minas e a do esporte como um todo. 

Parabéns, América, 108 anos defendendo Minas Gerais além do gol, da vitória e da derrota. Você defende a nossa história! 

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