Edilene Lopes

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Contagem tem 15 pré-candidatos a prefeito, e mais.. leis regulamentam teletrabalho

10/07/2020 às 04:37

Depois de ter sido prefeito de Contagem, Carlin Moura, que está sem mandato, será candidato a vereador na cidade. O político deixou o PC do B e vai concorrer a uma cadeira na Câmara Municipal pelo PDT, de Ciro Gomes. Ao que que consta, é a primeira vez que um ex-prefeito da cidade, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, concorrerá a uma vaga no legislativo municipal. No entanto, a medida não é inédita e tem sido usada de forma recorrente por políticos que perderam alguma eleição ou ficaram sem mandato em cargos maiores e querem retornar com mais chances de serem eleitos. 

Cesar Maia (DEM), ex-prefeito do Rio de Janeiro (pai do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia) hoje é vereador; o ex-presidente da República Fernando Collor de Melo (PTC) é senador; o ex-senador Aécio Neves (PSDB) hoje é deputado federal; e o ex-senador Eduardo Suplicy (PT) é vereador de São Paulo. 

Surpresa, o retorno

Assim como Carlin Moura, que foi prefeito, o ex-senador petista Lindbergh Farias, que já foi prefeito de Nova Iguaçu (RJ), é outro que deve tentar uma vaga de vereador. Normalmente, a estratégia de concorrer a um cargo em que se necessita de um número menor de votos para quem ocupou cargos eletivos maiores é considerado quase que uma garantia de vitória e com recorde de votos. No entanto, a derrota de Dilma Rousseff (PT) nas urnas em 2018, depois de ter sido Presidente do Brasil, mostrou que toda regra tem sua exceção. 

15 pré-candidatos em Contagem

Enquanto Belo Horizonte tem pelo menos 10 pré-candidatos à Prefeitura, Contagem, na Região Metropolitana, terceira maior cidade do estado, tem 15 postulantes ao pleito. O prefeito Alex de Freitas, foi eleito pelo PSDB, não é candidato à reeleição. A deputada e ex-prefeita da cidade, Marília Campos (PT), é candidata assim como o também deputado estadual Professor Irineu (PSL). O Deputado Estadual Rafael Martins (PSD), que transferiu o título para Contagem, também é um nome cotado. Outro ex-prefeito e ex-deputado que está sempre na disputa e vai tentar mais uma vez é Ademir Lucas (Podemos). 

Devem concorrer ainda o ex-secretário de Meio Ambiente e vereador Ivayr Soalheiro (PDT); o também vereador Dr. Wellington Ortopedista (Republicanos); Wellington Silveira (PL); o ex-secretário de Saúde de Contagem Ricardo Farias (MDB); Coronel Fiuza (PTC); Kaká Menezes, que foi candidato ao senado pelo REDE; Lindomar Gomes (PMN); Márcio Bernadino (NOVO); o ex-embaixador brasileiro em Cuba Tilden Santiago (PSOL); Alfredo Cardoso (PATRIOTAS) e Sargento Mathias (PRTB). Esses 15 são considerados de fato, pré-candidatos. Ainda são ventilados os nomes de Felipe Saliba (DEM), Maria José Chiodi (SOLIDARIEDADE) e Dr. Carlos Magno (DC). 

A estratégia dos partidos é com candidatura própria fortalecer os candidatos ao legislativo fazendo um número maior de parlamentares, mesmo que o próprio candidato a prefeito tenha poucas chances de ocupar o cargo. 

Leis sancionadas x polêmicas 

Foram sancionadas nesta sexta-feira duas leis estaduais que estão provocando um alvoroço entre os servidores. Uma delas, de autoria do deputado João Vitor Xavier (Cidadania), estabelece que na adoção do trabalho remoto terá prioridade, além do grupo de risco, o servidor ou empregado público que tenha filho ou dependente legal em idade escolar ou inferior, enquanto perdurar a suspensão das atividades presenciais em creches e escolas públicas e privadas no Estado em função da pandemia de covid-19. 

A segunda lei, do deputado estadual Dr.Paulo (Patriotas) também disciplina o teletrabalho no serviço público estadual determinando, por exemplo, aplicabilidade em funções que não exijam a presença física no local de trabalho, ampliação dessa possibilidade para os servidores públicos com dificuldade de locomoção, dentre outras questões. Mas o que mais chama a atenção do funcionalismo é o trecho que diz que “adoção do teletrabalho no serviço público estadual se dará com garantia da irredutibilidade das vantagens, dos acréscimos pecuniários e dos demais direitos a que o servidor público faz jus”, que o funcionalismo tem interpretado como garantia do pagamento do vale alimentação, o que para muitos significa metade do ganho mensal.

Segundo o governo do estado, informação que trouxemos aqui em primeira mão, 80% dos servidores estão em home office.  

*As definições de palavras do dia a dia da política que citamos aqui você encontra no do ABC da Política, para consulta e compartilhamento, no Instagram @reporteredilenelopes.

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