Ursula Nogueira

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Tem favorito para o clássico?

03/03/2020 às 04:32

Montagem da Itatiaia

Com o Cruzeiro em reconstrução e o Atlético sem engrenar, podemos ter no próximo domingo (7) o pior clássico da história entre os dois clubes. Em termos de fase, a chance é grande. Mas quando a bola rola entre Galo e Raposa tudo pode acontecer. Já vimos bons times sucumbirem e equipes ruins conseguirem grandes vitórias sobre o rival. Mas se a teoria se concretizar, será triste de assistir. Pior! Se, além do clássico, o momento ruim permanecer, pode ser o único jogo entre as equipes no ano, já que uma delas, ou as duas, têm chance de ficar fora da fase final do Mineiro e não se encontram no Brasileiro – por cada uma estar em uma série.

A semana que antecede o clássico é sempre fundamental. O Atlético iniciou com picos de extremo: um empate frustrante diante do Boa Esporte e o anúncio de um novo comandante: Jorge Sampaoli. Para o clássico, o treinador assistirá ao jogo fora do banco de reservas. No entanto, pode ser uma motivação a mais para a equipe, o que ocorre frequentemente em trocas técnicas. Além disso, Diego Tardelli segue se preparando fisicamente e não está descartada sua reestreia com a camisa alvinegra diante do algoz. 

Se os problemas atleticanos são evidentes, com desorganização em todos os setores e as faltas de um armador e um camisa nove, os do Cruzeiro se concentram, basicamente, na ausência de jogadores experientes e regulares até o momento. É cedo e, por isso, como no rival, falta conjunto à Raposa. O próprio Adilson Batista, em entrevista coletiva, lembrou que, apesar de estar no comando celeste desde o início de janeiro, sofreu com bastantes baixas que deixaram o clube. Além disso, não podemos negar que o foco do clube não está inteiramente em campo. Os bastidores na Toca da Raposa têm sido, por muitas vezes, mais alarmantes que dentro das quatro linhas. 

Em um momento fraco dos dois times, pouco há o que se esperar do clássico. O que em nada muda, é claro, o entusiasmo do torcedor em vencer o adversário e, menos ainda, na vontade dos jogadores que, normalmente, aumenta em jogos como este.

Em mais um Atlético x Cruzeiro sem torcidas divididas, lamenta-se a imaturidade do torcedor em saber que futebol é diversão, a inoperância da Justiça em punir os culpados, o enxugar de gelo da polícia ao prender os mesmos, a incapacidade do Estado de propiciar ao Judiciário estrutura para que se cumpra o que se tenta, a falta de temor dos criminosos que vão ao estádio e o medo que paira sobre os atleticanos e cruzeirenses (e que se estende a todos os outros torcedores no país) que apenas querem um momento de boa emoção.

Montagem da Itatiaia: fotos de Bruno Haddad/Cruzeiro e Bruno Cantini/Atlético

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