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Sérgio Santos Rodrigues fala sobre Enderson, Drubscky, Thiago Scuro e investigações

Por Redação, 05/04/2020 às 18:23
atualizado em: 06/04/2020 às 12:16

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Único candidato à presidência do Cruzeiro no momento, o advogado Sérgio Santos Rodrigues, concedeu entrevista neste domingo à Mesa Redonda da Itatiaia. Ele falou sobre o comando do futebol do clube, contratações, as disputas políticas no Conselho Deliberativo do clube e as investigações relacionadas à gestão anterior.

O conselheiro garantiu que manterá o técnico Enderson Moreira e o diretor de futebol Ricardo Drubscky. “A gente vai conversar e fazer um entendimento para trabalhar com quem está lá. Não faz sentido a gente assumir em junho e falar que não vai trabalhar com quem está lá. São pessoas que têm um conhecimento muito bom, uma formação muito boa”, disse.

Leia também: Caso eleito, Sérgio Rodrigues diz que aceitará membros do Conselho Gestor em seu mandato

O conselheiro, porém, demonstrou interesse no diretor-executivo do Bragantino, Thiago Scuro, que trabalhou no clube celeste de setembro de 2015 a dezembro de 2016. No entanto, uma possível e, para ele, pouco provável chegada do dirigente, seria conciliada com a permanência de Drubscki.

“Ele (Scuro) seria sonho de consumo porque é o mais badalado [diretor de futebol] do Brasil. É um cara de caráter. Ele teve convite de grandes clubes, de Seleção Brasileira, e recusou. Ele tem contrato até 2023 e, como eu o conheço bem, duvido muito que ele vá romper esse contrato. De forma alguma estamos dizendo que, se o Thiago vier, ia mandar o Drubscky embora”, explicou.

Em relação ao time, ele afirmou que fará contratações de jogadores que agreguem qualidade do time. “Vamos ter que buscar pessoas com salários mais elevados. Talvez três ou quatro peças nesse sentido.”

Investigação
 

O candidato disse que apoiará as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público de Minas Gerais sobre possíveis irregularidades na administração do presidente Wagner Pires de Sá e que também miram o ex-vice-presidente de futebol, Itair Machado, e o ex-diretor-geral Serginho.

“É claro que desses três eu não quero passar nem perto. Espero que as investigações comprove o que todo mundo acha, e o local deles vai ser longe de Belo Horizonte, se tudo for comprovado como a gente imagina”, declarou.

Um dos aspectos que chamaram a atenção da opinião pública enquanto Wagner chefiava a Raposa foi a contratação remunerada de conselheiros para prestar serviços ao clube, prática que Sérgio critica. “Conselheiro na nossa gestão não vai receber nada do Cruzeiro. Se o conselheiro tiver capacidade técnica de trabalhar para o Cruzeiro, ele tem que largar o cargo de conselheiro”, prometeu.

Racha no conselho

Desde a eleição de Wagner ficaram claras as divisões no Conselho Deliberativo do Cruzeiro. Um dos grupos é a Família União, da qual a antiga diretoria fazia parte e que, por isso, tem sido mal falada pelos torcedores. Sérgio era o concorrente naquela disputa presidencial.

Ele acredita que o melhor caminho para o clube é o fim dessas alas. “Temos que separar o joio do trigo porque se a gente for pegar essa questão de Família União, o próprio Emilio Brandi (integrante do Conselho Gestor e que desistiu de concorrer na atual eleição) gravou vídeo e pediu voto para a Família União. O presidente Dalai [Rocha] também fez isso, dentre outros membros do Conselho Gestor. No curso da gestão deles (da de Wagner), algumas pessoas que votaram em mim mudaram e passaram a apoiá-los”, relatou.

“A gente tem que acabar com essas nomenclaturas no Cruzeiro porque isso que está levando ao fim de outros clubes. Chega em eleição tem dez, 15 grupos diferentes. Havia pessoas que suportaram a gestão do Wagner e do Itair e que estava no grupo Transparência, o nosso, declarando voto para o Emilio quando ele era candidato”, completou.
Sérgio frisou que, caso eleito, não aceitará ao lado dele “todas as pessoas que lesaram o Cruzeiro”.

Chapa única?

O empresário Emilio Brandi decidiu retirar a candidatura após os membros do Núcleo Dirigente Transitório, que o indicaram, não entrarem em acordo com outros conselheiros para que houvesse apenas o pleito de outubro. A eleição que será realizada em maio é para permanecer no cargo até o fim deste ano, para completar o mandato que seria de Wagner, que renunciou em dezembro do ano passado. Em outubro será realizado um novo pleito, para uma gestão de tempo normal, de três anos.

A chapa de Sérgio é formada também pelo médico Lidson Potsch Magalhães, candidato a vice-presidente executivo, e Biagio Peluso, candidato a 2º vice-presidente.

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